Sob as cortes da celebração alegre e a troca de presentes no dia 24 de dezembro, encontra-se uma verdade histórica e doutrinária controversa. A celebração do nascimento do Messias — que a paz esteja com ele — nesta data não é apenas uma diferença calendárica, mas um modelo gritante da manipulação de textos e da submissão às influências pagãs a que o Cristianismo chegou, além de um distanciamento de sua essência original. Isso levanta grandes questionamentos sobre a consistência desta religião e sua coesão interna.
Primeiro: A Falsificação Histórica da Escolha da Data
O acordo sobre a data de 25 de dezembro (noite do dia 24) como o dia do nascimento do Messias é, historicamente, impossível e contrário à realidade geográfica. Os próprios Evangelhos — a fonte primária para a história do nascimento — mencionam que os pastores estavam nos campos “permanecendo ao relento e guardando as vigias da noite” (Lucas 2:8). É sabido, histórica e geograficamente, que o inverno na Palestina é muito frio e chuvoso, o que impede os pastores de permanecerem ao relento à noite e fecha as estradas acidentadas para viagens. Portanto, o nascimento não poderia ter ocorrido no inverno de dezembro.
A amarga verdade para os historiadores da Igreja é que esta data não foi escolhida com base em fatos históricos, mas foi “tomada emprestada” e reduzida do paganismo romano; onde os pagãos celebravam neste dia o festival do “Nascimento do Sol Invicto” (Sol Invictus), por ocasião do solstício de inverno. Quando o paganismo entrou no Cristianismo, os sacerdotes decidiram adotar a mesma data para atrair os pagãos para a nova religião, transformando o festival do “Sol” no festival do “Messias”, em um processo claro de falsificação do conteúdo religioso.
Segundo: Os Símbolos Emprestados e o Paganismo Disfarçado
A falsificação não para na data, mas se estende para incluir rituais e símbolos da celebração que não têm fundamento no Cristianismo primitivo, sendo simulações explícitas de rituais pagãos antigos:
A Árvore de Natal: A tradição de decorar o pinheiro nas casas é um hábito puramente pagão vindo do norte da Europa, onde os pagãos adoravam árvores e as decoravam no inverno em celebração ao deus sol. Como hoje se assemelha a ontem; o próprio texto bíblico em Jeremias (10: 1-4) repreende claramente aqueles que “cortam uma árvore da floresta… e a decoram com prata e ouro”, considerando isso um hábito pagão detestável. Como então este ato se tornou hoje um pilar da celebração cristã?
Decorações e Visco: O uso da planta “Visco” (Mistletoe) e guirlandas decorativas é derivado dos mitos dos celtas e do paganismo escandinavo, onde acreditava-se que eles possuíam poderes mágicos de cura e fertilidade.
Terceiro: Papai Noel.. A Encarnação da Inconsistência Religiosa
“Papai Noel” (Santa Claus) talvez seja a face mais ridícula e óbvia da contradição do Cristianismo moderno. Esta figura lendária, forjada ao longo dos séculos pela fusão de “São Nicolau” com os mitos do deus nórdico “Odin”, que voava pelos céus em seu cavalo, tornou-se a maior controladora da celebração do Natal.
E aqui reside o problema da inconsistência:
Como uma religião que se proclama a “religião da verdade” e do “caminho reto” pode permitir o registro da maior mentira organizada de sua história? Pais e mães (que são o coração da sociedade cristã) enganam seus filhos por longos anos, contando-lhes sobre a existência de um homem alegre que voa em um trenó puxado por renas e entra por chaminés estreitas para distribuir presentes. Esta mentira institucional é ensinada às crianças em igrejas e escolas sob o pretexto da “alegria”.
Se a religião permite a mentira franca e a imaginação desenfreada para celebrar o Messias, onde está a sinceridade da mensagem?
Se o foco da celebração mudou do “Messias Salvador” para o “Papai Noel distribuidor de presentes”, esta é uma prova conclusiva de que esta religião perdeu sua bússola, e nele fatos se misturaram com lendas, tornando-se suscetível a se curvar diante da cultura dominante e do capitalismo consumista.
Conclusão
A celebração de 25 de dezembro não é uma celebração do Messias, filho de Maria, mas sim uma celebração do legado pagão e das lendas populares. É uma evidência brilhante de que o Cristianismo, como religião, não é consistente consigo mesmo; ele prega a piedade e a honestidade enquanto pratica rituais baseados na mentira (Papai Noel) e revive dias (nascimento do Sol) que não têm relação com a revelação celestial. Este dispersão na doutrina e no ritual revela claramente que a religião que vemos hoje é um produto humano híbrido, longe da pura orientação divina trazida pelo Messias.


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