Gostaria de pedir um conselho:
Como devo lidar com reações que envolvem zombarias e brincadeiras sobre o Islam?
Gostaria de saber: o que o Islam nos ensina sobre como lidar com esse tipo de situação?
Que a paz, a misericórdia e as bênçãos de Allah estejam sobre você. Que Allah o firme, ilumine seu caminho e guie seus passos.
Dito isso,
Allah, o Altíssimo, diz:
﴿E a Allah pertence a honra, assim como ao Seu Mensageiro e aos crentes; porém, os hipócritas não sabem﴾ [Al-Munafiqun: 8].
O Islam é uma religião de honra, não de humilhação; uma religião de elevação, não de baixeza; uma religião da verdade, não dos desejos. Portanto, não deixe que a ofensa de alguém que não foi iluminado por sua luz o abale. Essa pessoa ou é ignorante — e pedimos a Allah que a guie — ou é alguém que nutre ódio e ressentimento — e pedimos a Allah que nos proteja de seu mal.
Permaneça firme e fique completamente tranquilo: essas zombarias não diminuem em nada a grandeza da religião. Sua própria superioridade e dignidade fazem com que ela esteja acima de ser atingida pelas línguas daqueles que zombam ou de ter seu valor rebaixado pelas palavras daqueles que se entregam a conversas vãs.
E como ouvir esse tipo de fala pode deixar uma sensação de angústia no coração, Allah trouxe consolo e firmeza para fortalecê-lo:
﴿E sabemos que teu peito se contrai por causa do que dizem. Então, glorifica, com louvor, o teu Senhor e sê daqueles que se prostram﴾ [Al-Hijr: 97-98].
A glorificação de Allah e a prostração são dois caminhos para remover esse efeito do coração, fazendo com que isso passe por você como se nunca tivesse acontecido.
Quanto ao método prático extraído do Alcorão, ele se fundamenta na firmeza e em estabelecer um limite para a transgressão. Isso se dá por meio do afastamento físico e de uma posição clara e firme. Allah, o Exaltado, diz:
﴿E Ele já vos revelou, no Livro, que, quando ouvirdes os versículos de Allah sendo negados e ridicularizados, não vos senteis com eles até que se envolvam em outra conversa﴾ [An-Nissa: 140].
E Ele reforça isso dizendo:
﴿E, quando vires aqueles que se entregam a conversas vãs acerca de Nossos versículos, afasta-te deles até que se envolvam em outra conversa﴾ [Al-An’am: 68].
Assim, a atitude correta que se espera de você nos momentos de zombaria é declarar, com firmeza, que é necessário respeitar a religião. Ou eles atendem a esse pedido, ou você se afasta deles e deixa o ambiente.
E que ninguém use a categoria de “reprovação no coração” como justificativa para permanecer sentado e em silêncio. A reprovação no coração não é simplesmente sentir internamente desconforto enquanto o corpo permanece no mesmo lugar, exposto àquilo que está sendo dito. Pelo contrário, uma das primeiras exigências da verdadeira reprovação no coração, quando a pessoa é incapaz de mudar o mal pela palavra, é sair e afastar-se.
Pois permanecer com eles sem repreendê-los ou sem se levantar é classificado como uma forma de aprovação de sua falsidade e participação nela. Já levantar-se e sair faz com que eles percam o prazer de insultar alguém que continua ali para ouvi-los, e lhes transmite uma resposta silenciosa na aparência, mas eloquente em seu significado, como se dissesse:
“Minha religião não é objeto para suas zombarias fúteis.”
A simples reprovação no coração, permanecendo no local, é uma concessão para aquele que é coagido e não consegue levantar-se ou afastar-se daquela reunião. Porém, quem tem a possibilidade de levantar-se e sair, mas escolhe permanecer, sorrir ou permanecer em silêncio, não está realmente reprovando aquilo em seu coração; antes, está aprovando o mal e se acomodando a ele.
O versículo é categórico e não estabelece outra condição para permanecer sentado senão que eles parem de se envolver nesse assunto e passem a falar de outra coisa:
﴿…não vos senteis com eles até que se envolvam em outra conversa﴾ [An-Nissa: 140].
Portanto, aquele que tem capacidade de se levantar e não o faz não está simplesmente deixando de praticar algo recomendável; está deixando de cumprir uma obrigação que lhe é possível realizar segundo a Sharia e também segundo a razão: romper a convivência com aquela situação e afastar-se dela.


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