Vejo a impotência como uma das formas mais dolorosas de sofrimento que um muçulmano digno não suporta; pelo contrário, ela o fere e abala o seu coração. A prova do muçulmano, então, está em como ele lida com essa impotência: ou ela o destrói e o dispersa como poeira ao vento, ou ele luta e se esforça para não ser causa de fraqueza e desânimo.
A fraqueza da ummah vem da fraqueza dos indivíduos, e a fraqueza “voluntária” dos indivíduos nasce da falta de fé — e a falta de fé leva à humilhação e à desonra. Mas, pela graça de Allah, ainda existe — e existirá até o Dia do Juízo — um pequeno grupo sincero que defende o Islã, moldado sob o olhar de Allah e protegido por Sua companhia.
Aquele cujo coração pulsa com o amor mais elevado, que enxerga a vida através da lente da outra vida e busca o paraíso eterno, esse se esforça para acompanhar os justos, sacrificando seus bens, sua alma, seus filhos e seu tempo.
Não há dúvida de que agir nos tempos de provação, fraqueza e intensas tribulações não é como agir em tempos de conforto e segurança:
“Não são iguais entre vós os que gastaram e combateram antes da vitória…” [Alcorão 57:10]
Embora a ação seja a mesma — gastar e lutar —, a primeira ocorre em tempos difíceis, quando a vitória parece distante e as causas do sucesso ainda não se manifestaram.
Mas o crente enxerga diante de si a promessa de Allah, e age por ela, com confiança pura, fé firme e convicção inabalável — sua fé é a luz que guia o seu caminho.
Por: Salam Abideen


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