“E quanto ao que é útil às pessoas, permanece na terra.”

Querida Helen,
Disseram-me certa vez: “Nunca deixes de plantar sementes, pois talvez aquilo que plantas hoje floresça no coração de alguém que ainda não viste.”

O ser humano, Helen, planta sem saber se suas sementes são suficientemente boas para germinar; se a intenção está purificada das impurezas da alma para que lance seu encanto sobre um jardim florescente; ou se simplesmente não era o tempo da semente encontrar a luz — sendo então enterrada para sempre.
Pois o sentido não está apenas em plantar, minha querida, mas na adequação da semente ao solo; e não está apenas em germinar, mas no fruto que essa germinação produz.

Quão miserável é aquele que planta a corrupção pensando estar fazendo o bem! E quão miserável é aquele que planta o bem, mas tem sua obra rejeitada pela corrupção de sua intenção.

E quão grandiosa é a alma que alcança o grau da excelência (ihsân), oferecendo o seu melhor com a certeza de que Deus vê suas ações; então ela faz o bem como convém a um servo amoroso. Deus a cuida com Sua proteção, abençoa seus frutos e perpetua seu bem e seu impacto.

A pessoa ouve muitos elogios ao seu redor, Helen, e até pode orgulhar-se de seu jardim, quase acreditando que as sementes são obra sua e que a germinação é fruto de suas próprias mãos.

Mas o ser humano deve sempre recordar que é Deus quem o ajuda a plantar, quem lhe concede água para regar, quem escreve sua recompensa — tudo provém d’Ele.
Ele concede o dom e ainda recompensa por ele!
Que generosidade extraordinária!

Quão abundantes são as bênçãos de Deus, e quão afortunado é aquele que as reconhece e as preserva com gratidão!

Por: Salam Abideen


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